Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

E ao terceiro dia...

...como filho e neto de quem é, o Eduardo já é sócio!

 

 

Ok, confesso que acho uma certa piada a este cartãozinho, mas como cá em casa até a liga de Burkina Faso se vê e discute, começo a odiar futebol...

 

sinto-me: in love
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

3 dias

Eu sei, ainda são só 3 dias. Mas não é fácil gerir os sentimentos.

Entre telefonemas, visitas, palpites e muitas dúvidas que surgem a cada novidade, sinto o chão fugir-me debaixo dos pés e uma grande falta de tempo para tudo o que precisava de fazer.

Sou aquilo a que chamam "bicho do mato". Sempre fui e não seria agora que iria mudar. E para que a agressividade que me caracteriza não venha ao de cimo numa altura de revolução hormonal, optei por tirar o som do telemóvel e ignorá-lo mesmo que por acaso escute a vibração. Não levem a mal esta atitude, mas não consigo gerir a situação de outro modo e hoje, perto da noite, apercebi-me que estava negligenciar precisamente o que não pode ser passado para segundo plano: o meu filho.

 

Precisamos de nos conhecer, preciso de o perscrutar para poder atender correctamente às suas necessidades de pequeno ser.

 

Percebo que a intenção das pessoas seja a melhor: porque gostam de nós querem felicitar-nos, têm curiosidade por conhecer o novo membro do clã e, convenhamos, um recém-nascido desperta o que há de melhor em nós (pelo menos no que respeita a mentes saudáveis). Mas na verdade, e perante todas as mudanças que vivemos em menos de nada, torna-se bastante inconveniente não conseguirmos viver este momento com alguma intimidade. No hospital chegámos a contar 18 pessoas para nos visitar, em simultâneo. O que vale é que se dividiram entre o quarto, a sala de espera, o átrio exterior e a UCIN. Nesta última, a questão foi mais delicada. Por acaso o Eduardo era o único bébé no serviço, mas há que compreender que se estes pequenos seres estão privados das suas mães e entregues aos cuidados especiais de uma equipa, por algum motivo é. E não me pareceu nada bem a romaria de pessoas a entrar e sair da neonatologia, até porque para poderem vê-lo, tinham de levantar a coberta da incubadora o que causava um grande desconforto à criança por estar sempre a mudar de um ambiente luminoso para um ambiente na penumbra. Por mim teria proibido as visitas (ainda combinámos previamente com o enfermeiro que não seria permitido mexer no bébé), mas essa é uma atitude inaceitável para os nossos pais, ansiosos por mostrar o primeiro neto aos seus (obviamente não se importariam de que os nossos amigos chegados não vissem o neto em deterimento daquela tia que apenas vimos no nosso casamento e algures num funeral).

 

Aqui em casa ainda não se instalou o corropio, mas aguardo "ansiosamente" o fim-de-semana.

 

Deixo algumas fotos e prometo que vou mudar de disposição...

 

A primeira foto... tadinho...

 

Após o primeiro banho dado pela mamã ainda na maternidade

 

Já em casa :)

 

sinto-me: deprimida
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Eduardo VII

É o sétimo registado em Portugal com  nome de Eduardo de Oliveira Rodrigues. E em sua honra, hoje abriu-se um vinho especial cá em casa.

 

Tenho muito para contar mas juro... só me falta colar as pestanas com fita gomada para manter os olhos abertos.

 

Obrigada a todos pelas vossas mensagens.

sinto-me: morta... mas feliz
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Nasceu!!!!!

Olá! O Eduardo nasceu às 18h35, com ajudita de ventosa. Como é preguiçoso vai passar a noite na incubadora para regular a temperatura e aprender a respirar.

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Passeata

Para  aproveitar o dia soalheiro, descemos ali ao rio e fomos queimar os últimos cartuchos ao "passeio marítimo" da Cruz Quebrada: digo desde já que é um excelente sítio para andar a penantes, de bicicleta, patins... o que queiram :)

 

A barriga às 40 semanas está assim:

 

 

E o meu aspecto inchado é este:

 

 

Pronto, tive de tirar 'de vez' a aliança ou corria o risco de terem de me cortar o dedo

sinto-me: cansada

Eu juro...

...que há 9 meses não tinha este fio prateado pendurado nas melenas de cabelo aqui da frente...

sinto-me: a ficar velha
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Qua-ren-ta (40)

É o dia redondo.

 

Às 40 semanas cá estamos os dois, ainda em um, prestes a entrar em "números negativos".

 

Depois da perda do rolhão, não parei de excretar muco ensanguentado. As contracções aumentaram de frequência, algumas um pouco mais dolorosas, e os ossos que temos entre o umbigo e as coxas doem-me como nunca doeram. Também não consigo dormir mais de quatro horas por noite. E o serão de ontem, a noite que passou e o dia de hoje foram "de cão".

 

Hesitei mas lá decidi mandar um sms ao médico, por causa do sangue ser vermelhinho, que me mandou aparecer lá "ao fim da manhã" que é como quem diz "três da tarde".

Eu juro que da próxima vez que me mandar ir a essa hora, levo-lhe a marmita com o almoço porque, ao que parece, não almoçar tornou-se ali uma rotina (qualquer dia tem um buraco no estômago!).

 

Estavam lá a Gisela e o seu leitãozinho, amoroso e lindo como sempre. E como minha "amiguinha" que é não se calou com um "ahhh...'tás assim? Já não sais daqui..." e o F. delirava com a opinião.

 

A Generala-Mor esteve lá a dar-me umas dicas, que eu agradeço porque até vêm de encontro ao que imaginei. Desejo que ela também lá esteja na segunda pois faz-me sentir bastante à vontade.

Também soube por ela que um passarinho que por lá passou comentou o meu toque de 4ª feira, o que me faz suspeitar do ar comprometido do médico quando respondeu à minha pergunta de "sou só eu ou as outras mulheres também reagem assim a estes toques" com um "sim, é uma reacção mais ou menos normal". Está agora provado: sou uma grande maricas!

 

Nota: a enfermeira arrependeu-se logo de se ter descaído e acabou por se desculpar com um "obviamente que não andamos a falar disto com toda a gente..."

 

Mas na cadeira dos horrores, tive sorte. O Dr. prometeu que não me ía massacrar e cumpriu. O peixinho tem a cabeçorra mais encaixada (deve ser isso que me provoca as tais dores) mas continua muito subido.

 

Agora é assim: ou ele decide e vem ver a malta no fim-de-semana, ou seunda-feira vai a malta vê-lo a ele...

 

E as melhoras para o J. júnior com um "beijinho mágico" no dódói. Daqueles que curam tudo...

sinto-me: com muitas dores

Recadinho para o meu pai

Olá Paizinho!

Queria só dizer-te (mais uma vez) que neste momento tenho mais em que pensar.

Portanto podes vir aqui para casa à vontade, podes ver televisão à vontade, mas limita-te a ver e abstém-te de me moer o juízo com comentários sobre os noticiários e política, ok?

 

É que nesta altura e dadas as circunstâncias... não há paciência!!!!

sinto-me: saturada
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Do entretenimento infantil

O meu pai hoje deu-me isto para as mãos:

 

 

Foi o meu primeiro brinquedo, oferta dos meus tios quando nasci. Tenho algumas fotos em bébé agarrada a ele e sempre gostei deste farrusco.

Agora padece de duas feridas abertas que a minha mãe se prontificou a suturar e depois virá aqui para casa fazer companhia ao Eduardo.

 

Isto deu-me o mote para um post que estava na manga há já algum tempo: falar do entretenimento infantil.

 

Quando eu era pequena tudo nos servia de brincadeira: molas da roupa davam óptimas barreiras para pistas de automóveis. Uma colher de pau e uma panela formavam um belo instrumento de percussão. Um lençol que apanhássemos ao alcance era simultaneamente um vestido de noiva, uma tenda de campismo, uma capa de super-herói, a indumentária de um fantasma... Coisas simples do quotidiano estimulavam a nossa criatividade e o jogo simbólico sem que tivéssemos de recorrer a brinquedos caros, até porque os pais da maioria de nós não se podiam permitir a esses luxos. Na casa dos meus pais então, o dinheiro era contadinho para o mês. Nunca nos faltou nada do que é essencial, mas luxo era algo que desconhecíamos. Como qualquer criança tive brinquedos, bastantes até, mas nada comparado com o que vejo hoje em dia em casa de amigos e familiares. Tive uma Barbie, algum tempo depois de aparecerem em Portugal, que me substituíu a Tuxa. De repente a cabeça desta última pareceu-me exageradamente grande e deixou de ter piada perante a beleza da loiraça (que vá-se lá saber porquê também não tem uma cabeça proporcional ao corpo, mas desta vez mais pequena do que era suposto). Tive alguns bonecos em pvc (dos que hoje colecciono) e tive uma série de brinquedos comprados nas feiras, oferecidos, enfim...

Do mundo literário contei alguns livros infantis, uma colecção do Astérix e dos Cinco emprestada pelo João Manuel e mais tarde, quando apareceram, alguns volumes de "uma aventura" que comprava no hipermercado (que apareceu na mesma altura) quando fazíamos as compras do mês- esperar pelo dia das compras era um esforço inglório já que tinha direito a um livro por mês e que o devorava numa tarde...

Do mundo artístico, convenci a minha mãe a comprar-me um conjunto de lápis de cor que vinham numa lata. A caixa de lata era a minha perdição, pois apareceram também nessa altura e alguns colegas meus da primária tinham-nas. Eu que sempre gostara de desenhar ansiava por ter um objecto daqueles, cheio de lápis dispostos em degradé de cores, em vez da tradicional caixinha de cartão com 6... vá, 12 lápis de cor.

No meu 8º aniversário, eis que recebo a magnífica lata de 30 lápis aguareláveis da Caran d'Ache. A recomendação foi "quando arrumares as tuas coisas, certifica-te que os lápis estão lá todos, se nenhum menino arrumou algum no estojo por engano, e se nao deixaste nenhum debaixo da carteira da escola". Ainda tenho essa lata, pois os lápis são magníficos e compram-se avulso. Já tive de substituir alguns que entretanto se gastaram, mas posso orgulhar-me de dizer que me acompanharam todo o liceu, curso do Iade e até na ESE já brilharam...

Em relação à televisão, tínhamos um espaço diário de "bonecos animados". Eram giros, com músicas daquelas que ficam no ouvido e nada violentos, embora utilizassem o eterno conceito de bem e mal. Podíamos vê-los à vontade e cada dia ansiávamos pela "hora dos bonecos".

 

O que têm as nossas crianças hoje?

Os objectos do quotidiano continuam a fazer parte da sua preferência, mas apenas enquanto bébés pequenos, quando o seu espírito ainda não foi assediado pelos spots publicitários. A partir daí o rol de exigências no que toca à escolha/compra de brinquedos aumenta, chegando algumas crianças a tornarem-se em verdadeiros tiranos.

Quantos mais têm, mais querem. Se uma boneca hoje é moda, amanhã já outra a substituíu e a coisa agora não se limita a brinquedos no puro sentido. Há os ovinhos das "máquinas de moedas", os cromos dos pacotes de bolos e batatas fritas, as reproduções de brinquedos e merchandising dos heróis dos desenhos animados e até o material escolar entra neste carrocel.

Não querem ler nada. E nem que o governo se pinte consegue tornar bem sucedido o Plano Nacional de Leitura com o projecto "Ler+" a não ser a nível escolar. Mesmo assim julgo que surte efeito apenas no pré e no primeiro ciclo. A partir daí as publicações periódicas infanto-juvenis de qualidade (mais que muito) duvidosa assumem a liderança das preferências.

Não estimulam a sua criatividade. Preferem antes estimular os polegares aos comandos dos teclados de computador ou das consolas de jogos electrónicos.

Dos 6 canais temáticos de animação que a nossa televisão por cabo disponibiliza, não há um que se aproveite na íntegra. Começando pelo Baby que mais parece um atestado de estupidez passado aos nossos bébés (quem é que gosta de ficar a olhar para um móbile num ecrã de televisão?) e terminando no Disney que repôs os episódios da Floribela, salvam-se uma ou outra rubrica do Panda, da própria Disney ou do Boomerang (que mais parece um canal revivalista para os papás).

 

Em pouco mais de 30 anos o nosso país viu tantas mudanças, tendo-se permitido uma abertura ao exterior, até então apenas imaginada. E mesmo com toda a evolução tecnológica, com o aumento do poder de compra e consequentes alterações nos hábitos de consumo das famílias, não deixo de sentir que no campo do entretenimento infantil sofremos foi uma involução.

 

Como lia há uns tempos numa entrevista a um psicólogo, o melhor brinquedo que podemos dar a uma criança é um pau e uma bola.

 

Desejo agora que o meu quotidiano não me atrofie o discernimento para que saiba gerir esta questão no futuro, quando surgirem as necessidades de brincadeira do meu filho.

sinto-me: meditativa

Matar saudades (coisas da grávida)

Ontem, assim que cheguei a casa e fui ao wc, tinha brinde: um pedaço do rolhão saíu.

Depois de descansar um pouco após a consulta (que a noite tinha sido agreste para estes lados e a consulta idem), fomos matar saudades do Chiado.

 

Quando conheci o F, ele morava no Largo do Camões e apesar de já ter feito um ano desde que vendemos a casa, a correspondência que continua a ir para lá ainda é muita. Bem que já tentámos mudar as moradas, mas há instituições que, pura e simplesmente, se borrifam nos requerimentos que entregamos. Ora em época de declarações de impostos, havia um certo número de cartas que eram mesmo necessárias e lá ligámos aos actuais proprietários para saber se podíamos lá passar.

 

Subimos o Combro e começa a saga: procurar lugar. Mecanicamente o F entra pela Rua das Chagas e quando chegamos à Travessa do Cabral sem que tenhamos encontrado qualquer buraquinho para enfiar o carro, lembro-o de que AGORA aquela localização já fica muito longe para que eu suba a rua. São as tais limitações...

 

Quando já nos preparávamos para ir estacionar ao Carmo (que o subterrâneo do Camões leva qualquer carteira à falência), eis que se dá um milagre e encontramos um lugar na Rua da Horta Seca a escassos 15 metros da porta da escada. Foi lindo e acho que o nosso carro nunca esteve ali estacionado (mas por uma meia dúzia de vezes esteve estacionado no "lugar de ouro", o único que existe em frente ao prédio e que não pertence ao Porta a Porta, CTT, nem a qualquer espécie de ministério, embaixada ou outra instituição usurpadora de lugares).

 

Cartas na mão e descemos aos Armazéns do Chiado. Umas voltinhas e tal, lojas que fecharam, lojas que abriram, cafezinho (descafeínado pra mim) e um telefonema de uns colegas da faculdade do F (que já aqui referi, quando a filhota nasceu 3 semanas antes do previsto lá nos Lusíadas).

Fizémos-lhes algumas perguntas sobre logística e fartei-me de rir quando lhes perguntei se o Alex levara pijaminha: a resposta foi não.

Esqueceu-se do pijama, dos chinelos, das lâminas de barbear... (prefiro pensar que não se esqueceu de mais nada mas duvido). No hospital emprestaram-lhe um e o F ainda perguntou se andou com uma batinha daquelas de rabinho à mostra, mas diz a Susana que não... que era jeitosinho, de algodão.

Ora aqui esta criatura que de vez em quando mostra sinais de inteligência, congratulou-se de ter apetrechado a malinha da maternidade com os acessórios do papá também. Portanto, meninas, não se esqueçam: se os pais dos vossos rebentos vão permanecer convosco na maternidade, não se esqueçam também do enxoval dos marmanjos...

 

Para terminar o passeio, fomos jantar um bife com os avós à Cervejaria da Trindade. Estava um pitéu, mas não posso pensar no preço que me dá uma coisinha má. Isto são manias do meu marido e sogros, adoram comer bifes destes em cervejarias do género mas eu fico irritadíssima porque me sinto explorada. Não digo enganada, porque sei ao que vou, mas caramba... 13 euros por um bife e batatas fritas (que o ovo estrelado é pago à parte), como diriam os Gato Fedorento no seu sketch do Sr. Basílio Lopes da Silva, é um escândalo!!!

Reclamação: a criatura que nos encaminhou para uma mesa esqueceu-se de um pequeno pormenor - não perguntou se queríamos a zona de fumadores ou não fumadores. E quando já de prato à frente nos apercebemos e chamámos a atenção para o facto, nem se dignou a propor uma troca de mesas ou a apresentar um pedido de desculpas.

Resultado: o meu filho deve ter vindo para casa meio atordoado e apesar do molhinho do bife ser bom, acho que não me apanham lá tão cedo novamente!

 

Voltámos a casa, pela Avenida de Brasília, o que é sempre agradável sobretudo quando não há trânsito.

Chegámos e desde então até agora, continuo a perder o rolhão aos poucos...

 

Está quase filhote!

 

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