Sábado, 14 de Março de 2009

Antigamente

Antigamente tudo era mais fácil.

 

Passamos cerca de um quarto da nossa existência a desejar crescer, ser adultos, sair de casa e ter a nossa independência, tomar as nossas decisões sem necessitarmos da aprovação de ninguém. Mas quando atingimos essa meta, sentimos saudades do tempo em que as coisas nos apareciam feitas como que por artes mágicas.

 

Agora é tempo de ser eu a Fada, de proporcionar essas "artes mágicas" ao Eduardo e de lhe deixar o desejo de crescer.

 

Não tenhas pressa, meu filho. Não tenhas pressa de crescer porque a vida tem outra cor quando as responsabilidades apenas possuem um peso relativo no nosso dia-a-dia.

 

Os meus dias eram divididos entre tarefas escolares e uma série de coisas que me davam um prazer imenso: lia, via quilómetros de fitas VHS (ocasionalmente uma fita de cinema), ouvia horas a fio de música (estava sempre a par do que os meus grupos de eleição faziam), fotografava, desenhava e ainda arranjava tempo para estar com as pessoas que me eram queridas. Conseguia mesmo relativizar o tempo e, se me perguntassem, podia jurar que os meus dias tinham bem mais que 24 horas.

 

Depois chegou a doença. Julgo que veio acompanhada pelas calendas da maioridade. E pelo programa de festas da faculdade. Nunca mais me deixou voltar a ser filha única, porque se instalou lá no quarto, onde me encarcerei.

 

Aos poucos deixei as coisas que gostava: primeiro deixei de desenhar (e a culpa foi da faculdade). Depois deixei de ver filmes... de ouvir muita música (passei a ouvir só alguma música) e com a banalização das máquinas fotográficas digitais, a minha Canon perdeu o encanto: para quê gastar quatro contos em revelações e impressões se podia passar tudo directamente para o computador?

 

Resta-me a leitura. Agora num interregno, por falta de tempo, ou de paciência, ou de ambos, pois a organização da casa impõe-se, o filho reclama para si 90% do tempo que passo acordada e a inspiração para os momentos de amaciar e confortar a alma está escondida, algures.

 

Portanto, meu filho, aproveita cada minuto da tua infância, cada descoberta e brincadeira, cada mimo, cada instante de pura magia que aqui a tua mãe reconforta-se ao olhar para ti.

sinto-me: deprimida
gotinhas:
De mil sorrisos a 14 de Março de 2009 às 22:48
Revejo-me completamente nas tuas palavras...
Beijos e Mil Sorrisos
:o)))
De Ana a 17 de Março de 2009 às 12:49
E que tal aproveitar a bolei dele para retomares alguns prazeres perdidos no tempo?

Bijocas

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