Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

A destilar veneno

Tenho um blogue onde os posts são sobre coisas que gosto. Mas hoje vou aproveitar esta casota para exorcizar os males que me vão na alma.

 

Ora acontece que regressei à escola. A juntar ao "desgosto" de ter de me separar do meu bébé, volto à faculdade que começa a representar todos os meus odiozinhos de estimação. Pergunto-me porque raio me meti neste curso. Pronto, está bem, eu vejo-me a trabalhar naquela área. O que não consigo conceber é a ideologia que reina naquelas cabeças, sejam alunos ou professores.

 

Detesto mariquices e lamechisses e aquela gente é perita nisso: adoram tipos de letra adornados, cores nos títulos e subtítulos, borboletas nos cantos (preferencialmente sacadas dos clipart do Office). Adoram construir 'materiais didácticos' que na maioria das vezes têm uma aparência a rondar o grotesco e, sobretudo, adoram justificar todas as escolhas para esses materiais com orações que percebemos terem sido inventadas depois do dito material estar pronto. Passam a vida a mandar-nos fazer trabalhos do género, sem jeitinho nenhum e dos quais pouco ou nada de proveitoso consigo retirar.

 

Além disso ando danada com os conteúdos programáticos de algumas disciplinas. Hoje tive aula de Saúde Infantil e não deixo de me interrogar: para que raio servem os médicos pediatras? Porque raio tenho eu de saber todos os tipos de doenças oculares, porque acontecem, como se detectam, como se tratam e ainda os nomes das partezinhas todas do olho duma ponta à outra? Bolas! Eu não vou tratar os olhos das criancinhas! Está bem! Concordo que a disciplina é importante, mas acho que se puxassem pela cabecinha, de certeza que arranjavam conteúdos mais relevantes para o nosso contexto.

 

Ainda há a estupidez das regras para os chamados "cursos antigos" (que é o mesmo que dizer, os cursos normais, não aquela treta do Bolonha em que ninguém sabe muitobem às quantas anda): dizem-me que excedi o limite de faltas antes do estatuto de mãe-estudante ter entrado em vigor. Pergunto eu: mas a disciplina não é anual? Não é no final do ano que contabilizam as faltas? E se eu entretanto fico com isenção de faltas como é que me reprovam por faltas numa altura em que já não contam? (Esqueci-me foi de perguntar se queriam que ficasse na escola até entrar em trabalho de parto).

Proponho-me a exame: ah e tal... não pode! Tem de ter nota mínima para ir a exame, que é 8. Mas quem é que chumba com 8? Ninguém tem 8! Ou chumba com uma redonda nega, ou passa com 10... e para que raio servem os exames se não para os alunos poderem demonstrar que afinal até sabem a matéria? E que sentido faz proibirem-me este ano de fazer o exame porque não tenho nota mínima e deixarem-me fazê-lo no próximo ano com nota zero só porque o curso acabou e a disciplina já não vai ser oferecida?

 

A lógica destas cabecinhas confunde-me e faz-me pensar que eu é que não bato bem...

sinto-me: um animal raivoso
Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Trabalhos estes...

Hoje o quarto do parasita residente levou uma boa arrumação. Passaram-se roupinhas minúsculas a ferro (obrigada avó Francisca) que se amontoavam em equilíbrio precário em cima do berço.

Aqui a mãe não é nada prendada nessas questões da engomadoria (mesmo assim passou as duas dúzias de fraldas de pano que o petiz já tem) mas, modéstia à parte, é a raínha da organização de espaços (quando a isso se dispõe- o que, convenhamos, é raríssimo).

 

Olha miúdo, agora já tens a cómoda cheia, com tudo lavadinho e passadinho a ferro, um carregamento de toalhetes humedecidos, várias cassetes para o contentor de fraldas sujas, um varão do roupeiro cheio de roupas maricas e mantas engraçadas (que hão-de servir para te fazer a caminha), um cesto cheio de brinquedos de recém nascido (mesmo que não saibas para que servem, a mãe garante-te que depressa irás descobrir como é giro irritar os adultos com os sons patéticos que aquilo faz) e as mudas da maternidade devidamente separadas e colocadas em saquinhos individuais, como mandou a enfermeira Generala (não te preocupes amor, que ela tem a voz grossa e mandona mas é um coração de manteiga e um amor de pessoa).

 

O pesadelo é que:

-Falta acabar de pintar a bonecada da parede (eu sei, já devia estar mais que pronto, mas quando fico parada em pé começo a desfalecer);

-Falta passar a ferro e pendurar os cortinados;

-Falta dar destino a uma série de livros infanto-juvenis que estão a ocupar espaço na estante e que não vão fazer falta nos próximos 3 a 4 anos);

-Falta arrumar devidamente as pequenas coisas que ainda andam por ali fora do sítio;

 

Por vezes penso que o puto há-de nascer e o quarto ainda não estará em condições...

sinto-me: muito, muito cansada

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