Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

E o ano a começar em grande!

Pondo para trás das costas os meus desgostos e preocupações, tenho um grande motivo para viver com a certeza que, à semelhança de 2008 em que engravidei e 2009 em que pari, 2010 vai ser também um ano em grande.

 

PARABÉNS MAR!!!!!!!

 

Que seja o ano em que te completas. Que sejam muito felizes os 3... ou 4... ou 5... (eu sei que agora é só um(a) mas falo já para o futuro pois desejos destes não têm prazo de validade.)

 

Adoro-te!

sinto-me: nas nuvens
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

As preocupações (em retrospectiva)

Não sei se isto acontece com todas as mulheres (ou pelo menos quando se trata do primeiro filho), mas notei que ao longo destes nove meses as minhas preocupações relativas à gravidez foram mudando consoante a fase da gestação, oscilando entre as insignificâncias do que é material e a ansiedade do que não podemos controlar.

 

1ª fase:

O teste dá positivo. Estará estragado? É mesmo verdade? Vou mesmo ser mãe? Deixa ver outra vez... vou orientar o candeeiro para aqui para ver melhor.

Nesse dia, andei com o teste na mala o dia todo. De vez em quando tirava-o, às escondidas, para ver de novo que mesmo quase invisível, a risca estava lá.

 

Os primeiros medos foram de que estivéssemos enganados e todos os dias o F perguntava se o período tinha dado sinais. Ele teve mais dificuldade em acreditar que eu. Ao fim de dois dias convenci-me e mesmo com ele pouco convicto ainda, contámos aos nossos pais.

 

2ª fase:

Não contámos a mais ninguém. Quer dizer... havia o blogue, mas por esta altura os familiares ainda não o conheciam. Acho que contei na escola a algumas colegas.

Porque o segundo medo foi que não se aguentasse (sobretudo depois do que aconteceu à Ana estar ainda tão fresco na minha memória) tudo era feito com cautela: não fazer esforços muito grandes, ter cuidado com o sítio onde se põe os pés (tenho horror a tralhos mas no verão de 2007 dei mais que muitos), observar minuciosamente o papel higiénico a ver se algo rosado ou vermelho aparecia...

Exactamente um mês após o teste positivo, apareceu o maldito cor-de-rosinha no papel. Nas urgências soubémos que estava tudo bem, mas não deixou de ser um alerta e ainda só estávamos nas (salvo erro) 8 semanas.

A primeira consulta com o que seria o nosso médico (2ª consulta na gravidez) tranquilizou-nos mais, com uma eco e exames pormenorizados, orientações para o futuro e uma segurança maior no que respeitava à viabilidade do nosso filho.

 

3ª fase:

De tudo o que mais me abalou nestes 9 meses, vou eleger os minutos que decorreram durante a ecografia das 12 semanas para o rastreio combinado. Temia aquelas medidas mais do que qualquer outra coisa. Não me importei com as análises de sangue, nada, era ali que o meu medo residia.

Não conhecia bem o médico, era apenas a segunda vez que o via. A expressão retraída sempre que se concentra num assunto fez com que me passasse tudo e mais alguma coisa pela cabeça.

De comum acordo tínhamos decidido (eu e o F) que não queríamos levar por diante uma gravidez que nos trouxesse um filho deficiente. Temos os nossos motivos e aqui não admito julgamentos, mas na verdade, depois de ver aquela eco, aquelas imagens, aquele "ser" que para todos os efeitos já era o NOSSO FILHO, juro que preferia morrer a ter de decidir se queria interromper a gravidez ou não.

Aquela expressão concentrada do médico enquanto eu via claramente que ele estava a observar e medir a TN ainda hoje me assombra o espírito, só tranquilizado com o sorriso dele quando perguntei se estava tudo bem.

Nada nos garante que está mesmo tudo bem, como ele nos disse, mas tanto quanto é possível prever através deste tipo de rastreios (que têm limitações), não há nada que indicie que o bébé tem problemas.

E nunca me esquecerei do que ele disse após eu me rir perante a contagem do número de dedinhos: "pois é, temos de nos concentrar em alguma coisa para não nos preocuparmos com as outras". Foi algo do género, que é bem verdade. Quando eles nascem perguntamos logo se tem todos os dedos das mãos e dos pés, mas... e o que interessa realmente?

Na verdade não interessa nada porque depois eles estão ali e faremos o que for preciso para que vivam, cresçam, sejam felizes: eles estão ali e nós amamo-los incondicionalmente na normalidade ou fora dela.

 

4ª fase:

Aqui começámos a ajeitar o ninho. Fiz listas onde acrescentei coisas, onde risquei outras, onde chateei tudo e todos com perguntas... e comecei a gastar dinheiro. Sempre com medo que algo faltasse à criancinha.

Inicialmente investigava na Internet para escolher o melhor produto, que oferecesse maior segurança, da melhor marca, ao melhor preço. Esta foi a preocupação do Verão e aí até ao meio da gravidez: compras, enxoval, necessidades materiais. E tudo para mais tarde perceber que sim, é verdade que faz falta muita coisa mas não necessitamos de todos os produtos com que as marcas nos assediam. E também não é preciso comprar tudo de grandes marcas. Neste campo é preciso racionalizar a questão e ter sempre presente que na verdade, os nossos filhos só nos pedem AMOR.

 

5ª fase:

A meio da gravidez, em pleno estágio, apanhei um susto. Não sabia o que era mas andei muitos dias a sentir-me muito mal, com muitas dores e cada ida para o Jardim-de-Infância estava a tornar-se um suplício, até porque as dores íam-se agravando de dia para dia.

Concentravam-se na parte baixa da barriga e de vez em quando sentia picadas horríveis como se me estivessem a enfiar uma faca de baixo para cima, o que me fazia a seguir sentir uma pressão enorme de cima para baixo.

Um dia cheguei ao J.I. contorcida, conduzida pelo F, pois já me tinha decidido a voltar para casa nesse dia. Fui apenas entregar uns materiais que preparei para as crianças trabalharem, mas nem era capaz de conduzir. Quando contei o que se estava a passar, a directora do J.I. assustou-me imenso e entrei num tal estado nervoso que comecei a chorar compulsivamente (não é de surpreender porque ela nunca jogou com o baralho completo...). Valeu-me a minha Educadora Cooperante que me acalmou os ânimos e me aconselhou a ir às urgências, com urgência mesmo. Fiquei ali um pouco com ela, o suficiente para ela sentir a minha barriga como um tijolo e dizer-me "são contracções, acontece, não te assustes".

Liguei ao médico e lá fomos. O Dr. Fofinho que estava nas urgências foi impecável, minorizou o assunto o que me tranquilizou, mas aqui apercebi-me da fragilidade do nosso corpo e da realidade dos bébés prematuros.

Tomei decisões que de certo modo me prejudicam bastante na escola, mas foi mais um modo de garantir o bem-estar do Eduardo e um resto de gravidez mais tranquila.

 

6ª fase:

Tudo o que era novidade me assustava: dói-me aqui, senti isto assim, assado... precisava sempre de uma resposta lógica para tudo. Sempre que o rapaz começava com soluços ficava triste porque achava que ele estava a sofrer. Sempre que me doía o diafragma, achava que ele podia estar a sofrer. Sempre que me pesava, achava que ele podia não estar a crescer.

 

7ª fase:

Comecei a pensar no parto. Aqui imaginava tudo e mais alguma coisa, mas queria mesmo era que não doesse. Bom... ainda quero. Sou muito medricas, muito sensível à dor e aterroriza-me relembrar as imagens que vi no youtube (bem sei... deveria ter-me ficado pelas imagens do 1º banho dos bébés, mas a curiosidade foi maior).

Por um lado (o meu lado racional de que tanto me gabo), queria muito um parto vaginal. Bom para o bébé, bom para mim, bom para a nossa carteira. Tenho a clara noção de que se foi assim que a natureza nos "programou" é porque é o melhor modo de parir.

Por outro lado (o meu lado maricas) deseja uma cesariana. Algo como: dão uma pica, fazem um corte, tiram o bébé, fecham o buraco e já está! (o que vale é que sei que as coisas não são assim, o que sempre me demoveu de eleger a cesariana a menos que seja totalmente necessário).

 

8ª fase:

A vida intra-uterina do Eduardo está prestes a acabar-se. E mais uma vez as minhas preocupações mudaram de rumo. Como será tê-lo aqui fora? Como será lidar com tudo o que aí vem e para a qual não temos nenhuma preparação? Como será lidar com a maternidade se nestas coisas não existem livros de receitas?

Depois interrogo-me se vou ter a paciência necessária, se daqui por uns tempos ainda vou querer ser mãe de três, se vou conseguir ultrapassar os primeiros tempos sem contrair uma depressão pós-parto (e para prevenir isso vou à psiquiatra assim que ele nascer).

Os pensamentos evoluem numa barra cronológica que me coloca primeiro perante um bébé, depois perante uma criança, um pré-adolescente, um adolescente, um jovem adulto... com tudo o que isso implica: amar, cuidar, proteger, libertar.

 

9ª fase:

Voltamos ao parto, mais concretamente a estas questões de intervir ou não... Deixar andar com todos os riscos que isso pode representar ou provocar, também com todos os riscos das induções.

Não gostava que o meu filho sentisse que o quero expulsar daqui de dentro, porque na verdade não quero, mas trata-se de o ter cá fora, algo palpável, visível, um ser que respira autonomamentesem precisar de mim para isso, que demonstra desejos, que emite sons, que expressa emoções e sentimentos, que é capaz de suscitar em mim um instinto que carrega uma força indescritível e incomparável com qualquer outra condição da natureza que não a de SER MÃE.

 

Nove meses, nove fases.

Obrigada por me acompanharem aqui, na minha vida, no meu coração.

 

sinto-me: Nostálgica
Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Num Domingo à tarde

Já não me apetece sair para lado nenhum. Ontem à noite dei por mim a pensar há quanto tempo não passeio (e não falo de idas ao café ali da esquina ou ao shopping) e chego à conclusão que desde que voltámos de Andorra, nunca mais saímos para lado nenhum, nem que fosse um passeio pequeno tipo aquele que fizémos no Verão. E parece-me que nos próximos 3 meses, no mínimo, também não sairemos...

 

Eu que sou "um pé de cão" (como se diz na aldeia alentejana da minha mãe) sinto muito a falta de respirar outros ares.

O tempo que está, também não ajuda. E das dores... bom, não sei se são integralmente causadas pelo parasita residente, se há ajuda do S. Pedro.

E que resolvi eu fazer hoje?

Bom... claro que é às prestações que isto aqui não dá para brincadeiras, mas resolvi por ordem nas centenas de cd's e dvd's que andavam espalhados por esta casa (concentrados jundo aos aparelhos leitores mas, sobretudo, empilhados em equilíbrio precário nas estantes do escritório).

Não querem lá ver que tenho ali cerca de 7 dezenas que não imagino sequer o que contêm? Portanto... já se adivinha o que eu e o meu filho passaremos a tarde a fazer: eu a ver um a um para escrever o conteúdo, ele a pontapear-me como quem diz "eiii!!! Olá! Olá! Olá! Olá!" até que fale com ele e lhe dê uns miminhos...

 

Grávida sofre... :(

 

sinto-me: assim para o aborrecido
Sábado, 17 de Janeiro de 2009

(faltam) 5 semanas

Às 35 semanas penso que ainda não estou bem em mim. Ok, já tive quase 8 meses inteiros para me habituar à ideia de que um filho será algo real dentro em breve. Mas NADA me faz estar preparada para isso.

 

Ontem, dia em que completámos as 35 semanitas, apercebi-me que falta um mês. Mas também me apercebi que se o meu filho for como a Catarina (filha dos nossos amigos Alex e Susana), faltam apenas 2 semanas... É que a Catarina deveria ter chegado dia 18 de Dezembro, mas chegou a 3...

 

Perante isso alegra-me dizer que:

-o quartinho dele está quase, quase ok (se fosse necessário ficava totalmente ok em menos de uma hora).

-as malas não estão feitas mas está tudo reunido apenas em 2 sítios: num saco para o bébé e numa gaveta para a mãe (se fosse necessário ficavam ok em 10 minutos)

-o fax para a Multicare está enviado desde 5ª feira, pelo que durante esta semana deve haver autorização para o parto (dispensando o valor chorudo da caução)

 

E ainda (talvez para comemorar):

-ontem os papás tiveram uma excelente notícia: em Março, com a actualização da Euribor, a nossa prestaão desce cerca de um terço do valor total (acreditem... é uma brutalidade de dinheiro).

 

A mãe encontra-se em contagem decrescente para o 31º aniversário e pede encarecidamente ao filho que não nasça nesse dia (podem achar que tem muita piadinha, mas pensem... quando tiver na fase "doidivanas" quer passar o aniversário dele com os amigos e assim a mãe não tem a cria no seu próprio aniversário...). E entretanto começa a pensar também na saga dos signos:

-Duducas, please... chega em tempos de seres Aquário... :)

sinto-me: farta de estar grávida
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

(faltam) 9 semanas

Às 31 semanas, a 2 em 1 pesa mais 2,100kg que quando engravidou.

A 2 em 1 está farta.

A 2 em 1 tem muitas dores... por vezes de ir às lágrimas.

A 2 em 1 sente-se pesada, mesmo sabendo que não aumentou quase nada.

A 2 em 1 preocupa-se de cada vez que o parasita está com soluços ( que acontece 2 a 3 vezes por dia) com medo que a criatura esteja a sofrer com isso.

 

O parasita...

...cá se encontra feliz e contente, possivelmente na engorda, fazendo questão de não me deixar esquecer que em breve estará aqui fora a marcar território.

 

Ok filho, a mãe também está ansiosa por te conhecer...

 

E além dos presentinhos pequeninos que lhe vamos comprando (pois o enxoval já está todo), hoje não resisti e comprámos-lhe isto:

 

Para o aconchegar nos primeiros instantes de vida :)

 

sinto-me: mais morta que viva
Domingo, 5 de Outubro de 2008

As pérolas das minhas crianças

"Olha... o teu bébé como faz chichi?"

 

"Dentro da tua barriga está quentinho?"

 

"Sabes, a minha mãe quando tinha o Gui na barriga estava assim gorda, como tu"

 

"Tu não precisas de comer duas fatias de bolo porque o teu bébé come do que tu comes!"

 

"Quando é que vais tirar o bébé?"

 

"Olha... como vestes o casaco ao teu bébé?"

 

"Posso fazer umas festinhas?"

 

"Sabes...eu também tenho um bébé na minha barriga só que está escondido!"

sinto-me: nem sei... mas cansada, claro!
Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

20 semanas

Parece que hoje estamos MESMO a meio.

 

sinto-me:
Sábado, 20 de Setembro de 2008

18 semanas

18 semanas completas. Mais duas e chegamos a meio...

 

Da mãe:

-não tem tempo para nada.

-positivo mesmo foi o começo da natação.

-está chateada porque ainda não sente o bébé.

 

Dele:

-tem cerca de 18 cm e pesa cerca de 200grs. (a quantidade de fiambre pré-embalado que o F. compra)

-O crescimento do corpo dele está a começar a acompanhar o crescimento da sua cabecita.

-Os membros inferiores estão a ficar mais compridos e os ossos mais duros.

-As orelhas já quase se podem dobrar e estão na posição correcta.

 

Vês filho? Já começas a parecer gente...

 

E para comemorar o 50º aniversário da Chicco, resolveram fazer uma promoção de 30% de desconto nalguns artigos. Este fim-de-semana é em carrinhos e cadeirinhas auto e nós lá fomos comprar a viatura...

 

 

Este sem a alcofa. É giro, não é??

 

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

16 semanas

Pois é... completamos hoje 16 semanas e parece que este blog se alimenta disso mesmo. A verdade é que não tenho tido muito para contar. Nem muita paciência...

 

Ora então, às 16 semanas:

-Ando cansada.

-Ando cansada.

-Tenho algumas dores no fundo da barriga e no fundo das costas.

-Ando cansada

-Vejo-me aflita para dormir comodamente, sobretudo porque as mamas me doem imenso.

-Ando cansada.

-Ando cansada.

-Ando muiiiiito cansada.

 

O Edu:

-mede cerca de 14 cm's (uma fatia de fiambre, portantos)

-pesa cerca de 120 gr (a quantidade de fiambre que compro, portantos...)

-já tem os movimentos do corpo coordenados

-já tem a cabeça erguida

-já pisca os olhos que entretanto se estão a deslocar para o centro da cara (hã filho, vais deixar de parecer um e.t.!!!)

-começam a desenvolver-se as unhas dos dedos dos pés

 

Ai bébé... Isto ainda está atrasado, faltam muitas semanas e eu que só anseio por te conhecer...

 

sinto-me: cansada, cansada, cansada
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Ele vem aí...

Baby Names Text - http://www.babynamestext.com
 

sinto-me: à espera de Fevereiro...

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