Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

No Pediatra

Pensámos que depois das vacinas na 3ª feira o Eduardo se portaria muito mal no Pediatra. Engano nosso. Fez o seu mais belo sorriso para o Nuneca e só chorou na palpação da barrigota (perguntei ao médico se era um procedimento que doía, ao que me respondeu que sim).

 

O nosso primogénito saltou do percentil 75 para o 90 (o cefálico está mesmo nos 95, espero que seja sinal de inteligência e não de casmurrice). Digamos que está, portanto, "magrinho". O que lhe vale é que mantém a proporcionalidade peso/estatura, senão tínhamos "o burro nas couves".

 

Todo o exame estava "ok" com excepção dos dois problemas detectados no coração (que em princípio desaparecerão por volta dos 12 meses) e da crosta láctea. Esta não é preocupante nem vamos intervir, por enquanto. Mantemos apenas o remédio "caseiro": óleo de amêndoas doces e pente fino.

 

Ah! O facto de se babar como um S. Bernardo, de andar sempre de mão na boca e de trincar tudo o que apanha, não é devido aos dentes. Ou melhor, é. É um processo natural de desenvolvimento que significa que a boca se está a preparar para a dentição. Mas não significa que os dentes estejam já a rebentar, apesar do engrossamento das gengivas.

 

O problema de obstipação (não sei se já o havia mencionado) permanece, o que levou a uma mudança de leite: o Nuneca sugeriu o Nan Transit (ao invés do Nan Premium que vínhamos a dar) e meia tampa de Leite de Magnesia, duas vezes ao dia. Claro que em último recurso temos o Bebegel. Ultimamente tem sido usado quase todos os dias, mas acho que massacra um bocado a criança e se pudermos resolver de outro modo, melhor.

 

O médico julga que veremos resultados quer do leite, quer do medicamento em cerca de duas semanas. E temos a esperança que com "tripa limpa" a criança comece a comer mais que os 120ml, mas com menor frequência (sobretudo à noite, onde à semelhança do que acontece de dia, faz religiosamente intervalos de apenas três horinhas).

 

Em relação ao comportamento, o meu filho, bem como os avós, andam a ser reeducados. Agora quando faz birra e chora, não se lhe pega ao colo. Pega-se quando não está aos gritos. Isto porque, como diz o Doutor Mário Cordeiro, eles nascem com um doutoramento em manhas e birras. Andamos num jogo de forças, o qual estava claramente a serganho pelo Eduardo. Hoje já virámos o resultado e a pobre criança chorou mais de uma hora seguida por birra. Partiu-me o coração, mas foi remédio santo: passou o resto do dia muito bem disposto e recebeu muito colinho (nunca quando chora por birra).

 

Há bocado fez uma mega-gritaria mas essa era birra de sono. E essa é outra batalha que não quero travar por agora. Prefiro dar-lhe mimos e adormecê-lo e a seu tempo introduzir outros hábitos.

 

Voltamos aos quatro meses e o assunto da ordem do dia será a diversificação alimentar (já trouxémos a "pastinha" para estudar)

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

As consultas

Por vezes parece-me que aquele hospital existe para me desequilibrar as finanças. Mas a verdade é que me sinto bem tratada lá, o F também gosta e acredito que da oferta que temos na zona, é o melhor sítio onde posso levar o meu filho. 

Poderia até fazer uma dissertação sobre os motivos que me levam a preferir o privado em detrimento do SNS, mas acho que os motivos são óbvios (em todo o caso, desde o parto que tenho um post pensado sobre o assunto que sempre dará para rir um pouco, ou chorar- dependendo da perspectiva, só que ainda não tive tempo nem presença de espírito para o escrever). Posto isto, posso adiantar que em três dias gastei meia centena de contos (entre implanon, sua colocação, consultas e a vacina para o besnico).

 

A história desde o início reza assim: decidi colocar o Implanon por vários motivos. Após o parto, estive mais de mês e meio com hemorragia (embora nada de alarmante) e acreditámos que se devia à pílula (própria para amamentação). É um dos efeitos secundários da Cerazette e a perspectiva de ter hemorragias irregulares e inesperadas era algo que não me agradava nada. Também não me agradava a ideia das limitações normais da pílula (mesmo quando passasse para outra): perda de eficácia com administração simultânea de antibióticos, na presença de vómitos ou diarreias, inibição de consumir álcool perto da hora da toma (he he he, não é que me meta nos copos mas como a tomava sempre à noite, num contexto social lá tinha de abdicar do meu Martini ou Baileys) e a óbvia desvantagem da menstruação. Decidido o método, lá marcámos o procedimento para a passada terça-feira.

 

Estava cheia de medo (quem me conhece sabe que sou uma grande medricas) porque em casa abri a caixa do Implanon e juro, o tamanho da agulha impõe respeito. Lá fui para a cadeirinha dos horrores, desta vez com um acessório extra (obrigada enfermeira P.)- um tabuleiro que transforma a cadeira em marquesa e que me permitiu relaxar as pernocas equanto fiquei ali deitada de braço em riste, aguardando por aquele milagre da medicina que se chama anestesia. Nunca levara uma anestesia local. O Johny picou nalguns sítios e parece-me que transformar o meu antebraço num passador foi o seu momento lúdico do dia. É que além das picas para anestesiar, houve as picas (mais leves) para testar a sensibilidade: "Aqui dói? E aqui dói? Mas aqui não dói, pois não? E aqui?"

Se excluirmos as picas, o resto do processo não doeu na-di-nha. Até estivémos na converseta, que aquilo é tudo boa gente.

 

Terminada a introdução da "coisa", passámos à secretária e fomos ver as análises. Estou muito chateada porque pela primeira vez na minha vida, estou com colesterol. O médico não fez alarido (também... nunca faz...) e disse que era aceitável. Mas aborrece-me porque a minha tensão tem andado alta e a combinação dos dois não é grande ideia. Agora só volto lá em Setembro mas em contrapartida, na próxima semana estou de novo no hospital, só que para uma consulta de Neurologia. Quase que aposto que vem lá mais do mesmo e que vou continuar a ignorar as causas das minhas frequentes e intensas dores de cabeça. "É das tensões..." diz o Johny e aqui esta mãe começa a achar que sim e que vai ter de conviver com elas até ao final dos seus dias.

 

Terminada a consulta, vou pagar e descubro que a Multicare não comparticipa "a coisa" com um tusto sequer. Imbecis! Valia mais comparticipar os contraceptivos que os partos, he he he!

 

Na Quarta-feira era a vez do meu petiz. Com os atrasos a que nos habituámos desde que este pequeno tirano faz parte das nossas vidas, lá fomos stressados até aos calabouços onde fica o serviço de Pediatria. Pedi desculpa pelo atraso (também foram só 10 minutos) e soube que não havia qualquer problema porque a consulta estava atrasada quase uma hora. Calhou bem porque entretanto era a hora da paparoca, que isto "a fome é negra" e quando lhe toca, arma o berreiro.

 

O Nuneca vem receber-nos e a primeira coisa em que reparo é na bela t-shirt que trazia vestida, do Dr. Mouse (uma clara alusão ao House, que eu adoro). Este médico tem um excelente sentido de humor, característica que é muito apreciada por esta mãe que adora rir. Não há dúvida que a t-shirt lhe assenta bem e talvez por saber isso, andava de bata aberta, he he he!

Ao receber-nos, a sua primeira deixa foi "Éh pá! Tu 'tás pequenino e magrinho!!!".

Falámos da comida (sempre o mesmo problema), dos cócós, do desenvolvimento de uma forma global. Falámos das vacina e combinámos o esquema a realizar com as duas não obrigatórias e que não fazem parte do Plano Nacional de Vacinação. Começa pela Rotarix e aos 3 meses faz a primeira dose da Prevenar.

 

Procedeu-se então ao exame físico: passaria com distinção, não fora o malfadado sopro e ainda outra anomalia cardíaca detectada no ecocardgrama (tudo coisas que desaparecerão com a idade). Eis que a minha criança passa do percentil 25 para o 75 e agora está proporcional, pois tem o mesmo percentil no peso, estatura e perímetro cefálico. Temos, portanto, um belo leitão aqui em casa.

 

O Nuneca colocou-nos à vontade para escolher o timing da próxima consulta: oficialmente seria aos quatro meses, se queríamos fazer antes. Claro que queremos. Aos três vamos lá de novo, que aqui esta mãe prima pela insegurança e ansiedade e nada como ouvi-lo dizer "está tudo bem".

 

Adoramos o nosso 'Pedi'!

sinto-me:
Quarta-feira, 18 de Março de 2009

A 2ª consulta

Como tinha dito, hoje fomos ao Nuneca com o besnico. Um pequeno senão e estaria tudo maravilhoso:

-fizémos bem em mudar de leite: são muito semelhantes mas têm paladares diferentes, pelo que o bébé tem direito a gostar ou não;

-As ranhocas no nariz são normais: colocar soro para amolecer e aspirar sempre que for preciso;

-A cabeça tem maleabilidade suficiente para não termos de nos preocupar por agora (porque está sempre virada para o lado direito, mas mesmo assim vamos tentar contrariar).

-As borbulhinhas são normais: são provocadas pelo excesso de produção de sebo e passam sozinhas;

-Podemos ir a Espanha na boa, apenas teremos de fazer paragens frequentes para descansar;

-Podemos passear à beira mar, evitando as horas de maior calor;

-A mãe pode comer marisco se não exagerar. Se notarmos alergia no bébé, temos de ir ao hospital;

-Aumentou 700gr desde a última consulta há duas semanas;

-Cresceu quatro centímetros;

-Aumentou o perímetro cefálico;

-Está no percentil 50 de peso, 25 de comprimento e 50 de perímetro cefálico;

 

O senão...é que tem um sopro no coração e por isso hoje vamos fazer um ecocardiograma. Está visto que o dia foi tirado para o hospital... mas não há-de ser nada :)

(parece que é normal nos bébés e como a mãe também tem, não está nem aí!)

sinto-me: contente
Quarta-feira, 4 de Março de 2009

A primeira consulta no pediatra

Tecnicamente não foi a primeira consulta. Na sexta passada fomos ao hospital, a pedido da maternidade, pois parece que é costume fazer uma consulta de neonatologia logo após a alta. Essa avaliação foi feita pela Drª F, que recebeu o Eduardo na sala de partos.

Além de uma avaliação global, fizeram-lhe o rastreio das doenças metabólicas (teste do pézinho) e aí percebemos que mesmo com os problemas que tenho tido em amamentar, o besnico perdeu poquíssimo peso. A perda dele situou-se nos 1,9% quando a média ronda os 8%. Tranquilizou-nos e disse-nos que estamos a fazer tudo bem.

 

Mas não há muito que possam fazer por mim neste momento, no que respeita a tranquilidade. Estou muito triste por não ter leite suficiente, aliás... por não ter leite quase nenhum. E isso tem-me deixado de rastos (ou se calhar é o pretexto para as crises de choro).

 

Portanto hoje, apesar de ser a segunda consulta, foi a primeira com o Nuneca, o nosso pediatra (hehe, gosto de alcunhar as pessoas).

Lá chegámos aos Lusíadas, mesmo em cima da hora (que isto agora sair de casa implica uma logística bem organizada para a qual ainda não estamos mecanizados), o que na verdade não constituiu problema, pois a consulta estava atrasada cerca de uma hora. Passei-me logo, não pela minha espera, mas por me sentir sem chão debaixo dos pés, pois iria calhar em cima da hora que o besnico ía reclamar a sua paparoca. Se tivesse mama de jeito era tão mais facil...

Chorou desalmadamente e ali mesmo, à descarada, enfiei-lhe a mama na boca. Lá se arranjou e serviu para acalmar os ânimos.

Quando nos chamaram, o Nuneca recebeu-nos com o largo sorriso que o caracteriza. Adoro-o!

Assim que entro no consultório, começo a chorar. O médico foi de uma delicadeza incrível e no meio de brincadeira, sem no entanto me fazer sentir ridícula, conseguiu amenizar a questão. Mas permaneci de lágrima pendurada até meio da consulta.

 

Falámos das principais questões que me atormentam a alma: a alimentação e o choro.

 

Da alimentação dele, confirmou-me o que eu suspeitava: se o leite não "subiu" mais que isto, não vai subir. Disse-lhe quanto consigo tirar com a bomba (entre 25ml a 45ml) e assim com um ar carinhoso disse-me "é pouco". Continuamos com o suplemento, portanto, que assume as funções de leite principal e a minha mama sim, passa a suplemento, que darei sempre antes do biberão, enquanto tiver uma gota que seja. Pelo menos leva alguma coisa minha que ajudará nas defesas naturais. Mas sinto-me devastada e quando o assunto me vem à ideia, desato logo a chorar.

 

Do choro, disse que é normalíssimo que ele berre desalmadamente quando lhe trocamos a fralda ou quando toma banho, pois ainda não regulam bem a temperatura do corpo e têm muito frio quando estão despidos.

 

-Cordão umbilical, quase todo mumificado, deverá cair em breve;

-Reflexos ok;

-Peso, já ganhou cerca de 300 gramas desde 6ª feira;

-BCG, já começou a aparecer a marca no bracito esquerdo;

-Pele: ok. São como as cobrinhas, mudam a primeira camada de pele e ficam com aquele aspecto esquisito (sobretudo nos bébés de 40 semanas ou mais);

-Aparentemente está tudo normalíssimo, estamos a fazer tudo bem, continuemos assim.

 

Daqui por 15 dias voltamos lá!

 

Do que não me conformo... é mesmo do meu leitinho :((((

 

sinto-me: aliviada mas triste
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Dicas do nosso pediatra

Lembrei-me de deixar aqui algumas sugestões/instruções que o pediatra nos deu na consulta pré-natal. Julgo que possa ser útil para algumas grávidas do primeiro filho porque se eu, que até estou habituada a tratar de bébés (embora não sejam recém-nascidos) tenho mais que muitas dúvidas, imagino aquelas pré-mamãs cujo contacto com bébés se tem limitado aos sorrisos que lhes lançamos quando vimos uma coisinha ternurenta dentro dum ovinho ou ao colo.

Assim, reforçando que até gostei do médico (mais um de espírito pragmático à semelhança do obstetra), que manda umas piadas giras e que é afável, deixo-vos ao corrente:

 

1. Na maternidade

-os enfermeiros ajudam em tudo o que for preciso, não há que preocupar.

-cuidado com o excesso de roupa nos bébés porque o ambiente da maternidade e pediatria é sempre bastante quente. A temperatura do bébé não se avalia nas extermidades (que estão sempre frias), mas no tronco. Pode usar um gorrinho de algodão.

-cortar-lhe as unhas (não é preciso limar) porque "eles são brutos" e arranham-se todos.

-quem chega para visitar não deve estar constipado. Se estiver, terá de usar uma máscara porque:

-no primeiro mês de vida os bébés ainda não têm o sistema imunitário fortalecido e qualquer doença que apanhem não tem visibilidade, manifestando-se apenas através de febre e:
-um recém-nascido (durante o primeiro mês) não tem autorização para ter febre. Se tiver, terá de ser internado e:

-considera-se febre quando medida no rabiosque com um termómetro digital de ponta mole (nada de termómetros frontais por infravermelhos e auriculares também não são aconselhados por não ser fácil utilizá-los em bébés pequenos) atinge um valor superior a 38º.

-tanto na maternidade como em casa (durante o primeiro mês), quem vier da rua deve lavar bem as mãos (basta água e sabão).

-na maternidade leva 2 doses de vacinas (bcg, que à nascença dispensa o teste de mantoux e outra que não me recordo mas julgo que era da hepatite).

-quanto à alimentação, na maternidade está tudo garantido, seja leite materno (se for preciso aconselham-nos e ajudam-nos), seja leite artificial, sejam os dois em conjunto.

-se queremos amamentar, não fornecer chupetas ao bébé antes que ele pegue bem na mama.

 

(no hospital onde o Eduardo vai nascer, os bébés são colocados a mamar assim que possível, geralmente na primeira meia hora/hora de vida, pois é quando o reflexo da sucção está mais activo)

 

2. Em casa

-a temperatura ambiente que estiver boa para nós, está boa para o bébé. Ele sente-se confortável com uma cobertura de roupa a mais que a que nós estamos a usar.

-não há porque usar humificadores/desumidificadores a menos que a criança tenha graves problemas respiratórios. E antes que isso se note, concerteza terá outras consultas onde seremos aconselhados.

-mais uma vez.... quem estiver constipado não deve tratar do bébé durante o seu primeiro mês. Se forem os pais/avós devem usar uma máscara

-O "teste do pézinho" é realizado entre o 3º e o 6º dia de vida. Por vezes é feito na maternidade em alternativa ao Centro de Saúde (segundo percebi nem sempre existe disponibilidade nos centros de saúde para o realizar na data necessária ou pretendida).

 

3. Os cuidados de higiene

-Não aconselha um banho completo enquanto o coto do cordão umbilical não cair. Prefere que o lavemos "à gato".

-Se quisermos, podemos depois dar-lhe banho todos os dias, mas não existe qualquer problema em dar-lhe o banho apenas dia sim, dia não.

-O cordão deve ser desinfectado com compressas esterilizadas e álcool etílico a 70º

-Só colocar creme no rabiosque quando se começar a notar algum início de assadura. Preferir as pastas de água (Eryplast, Halibut ou 1ére change de Uriage). O Bepanthene tem outro tipo de funções.

-Totalmente de acordo que se guardem os toalhetes humedecidos para usar na rua (pessoalmente eu recomendo os huggies porque são à base de água, enquanto as outras marcas, incluindo dodot têm outros produtos adicionados e são mais agressivos), portanto:

-em casa lava-se a zona genital com algodão e água morna ou 1ere eau de Uriage.

-podemos usar o creme hidratante que comprámos: 1ere lait de uriage.

-podemos usar o créme lavante de uriage para o banho (serve de shampoo e sabonete)

-a água do banho deve estar tépida (entre 35 a 37º)

-depois do banho ter o cuidado de limpar bem as preguinhas da pele, orelhas e atrás das orelhas (parece que a zona das orelhas é um depósito de "lixo"). Usar algodão ou cotonetes.

-Não introduzir nada nos ouvidos do bébé (nem os cotonetes "de segurança")

-quando se coloca soro fisiológico nos olhos, colocar da extermidade de fora para dentro (posicionando o bébé de lado de modo que o líquido escorra de fora para dentro), pois é esse o sentido das lágrimas naturais.

-Não usar o mesmo algodão/compressa de um olho para o outro.

-para colocar soro fisiológico no nariz, posicionar o bébé de lado e colocar na narina que está virada para cima, para que o líquido entre por essa e saia pela outra. Repetir ao contrário.

 

4. para dormir:

-deitar o bébé de barriga para cima (ele roda naturalmente a cabeça para um dos lados como defesa natural contra o refluxo que em princípio assim escorre para fora da boca)

-podemos, se o desejarmos, inclinar ligeiramente a cabeceira da cama (de modo que o bébé não escorregue pela cama abaixo, ficando totalmente debaixo das cobertas).

-não cobrir a cabeça do bébé com fraldas de pano, lençol, brinquedos ou o que quer que seja;

-Não usar edredons.

 

5. a paparoca:

-dar mama é o melhor.

-pode ser necessário um suplemento até à subida do leite e se não for ainda na maternidade, deve:

-comprar-se qualquer leite para recém-nascidos, tipo 1, no supermercado ou farmácia.

-a dose a preparar é de uma medida (que vem na lata) rasa (nada de comprimir o pó ou deitar com "cagulo"), para 30ml de água.

-sabemos se é necessário quando o bébé chora com fome em intervalos máximos de hora e meia.

-bébés pequeninos não devem estar mais de 5 horas sem comer porque pode baixar-lhes os níveis de açúcar no sangue. Nesse caso ficarão mais prostrados e adormecem, porque o cérebro entra em "stand-by" para poupar energia, por isso:

-se estiver a dormir há 5 horas, acorda-se suavemente (muda-se-lhe a fralda, mexe-se nos pezinhos, ...)

 

6. numa emergência

-se o bébé estiver a mamar, ou após a mama, e parar de respirar (porque o leite foi para onde não devia), pega-se nele de barriga para baixo (com a nossa mão "forte" no peito dele), inclina-se ligeiramente de modo que a cabecinha fique mais baixa que o corpo (para a força da gravidade ajudar) e dá-se umas palmadinhas nas costas com a mão em forma de concha (é o modo como magoa menos).

-se na altura se atrapalharem e não conseguirem pegar assim no bébé, podem pegar-lhe "à coelho", pelas perninhas. Faz impressão mas é mais fácil numa altura em que os segundos são importantes.

-a ideia é que ele expulse o leite/secreções que o estão a impedir de respirar.

 

7. as cólicas

-se o bébé estiver desconfortável por causa das cólicas, faz-se uma massagem na barriguinha, sempre no sentido dos ponteiros do relógio (o sentido natural do trânsito intestinal).

-pode colocar-se numa posição mais confortável para dele, deitando-o de barriga para baixo (podemos usar as nossas pernas como colchão). Sempre na nossa presença.

-remédio que funciona 100% (diz o médico), dar um passeiozinho de carro.

-podemos usar e abusar do bébégel. Não tem contra-indicações nem causa dependência.

-por vezes basta usar a cânula da embalagem: introduz-se no rabinho suavemente, o bébé larga um festival de foguetes e pode ser o suficiente para se sentir aliviado.

 

8. Os passeios

-não quer saber que o bébé andou metido no centro comercial (esse antro de ar viciado e porcarias)

-podemos dar breves passeios com o bébé no parque ou na rua, desde que vá bem agasalhadinho.

-obviamente podemos visitar familiares

-podemos usar um marsúpio assim que ele segurar a cabecinha

 

Bom... isto são as recomendações do nosso pediatra. Como sabemos, variam consoante os médicos portanto para mim estas são válidas. Deixo-vos o testamento apenas como "pequeno guia", pois muitas pessoas não fazem esta consulta pré-natal e pode ser útil até que façam a primeira consulta com o vosso bébé. Claro que a partir daí têm as recomendações do pediatra que escolheram... ;)

sinto-me: muita estudiosa do assunto
Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

No pediatra

Hoje fomos à 1ª consulta com o que vai ser o pediatra do Edu.

Não fora ninguém nos ter dito que a consulta não é comparticipada pela Multicare (por ser uma pré-natal) e teria sido perfeito: gostámos imenso do médico. Não é nada maricas, é um tipo prático, novinho e bem disposto.

Fez-nos algumas perguntas, nós fizémos algumas também e depois falámos de cuidados básicos nos primeiros tempos de vida do parasitazinho. Não houve nad de grande novidade para mim e até concordou com os meus pontos de vista, mas serviu para me tranquilizar no que respeita à alimentação da criancinha: o não saber como agir caso o meu leite não fosse o suficiente andava a perturbar-me o espírito.

 

Pronto, dali estamos despachados praí até final de Fevereiro. :)

sinto-me: tranquila
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